Relação entre a proteína de choque térmico e o estresse térmico em frangos de corte.

C. Boschini, F. M. Gonçalves, A. A. S. Catalan, C. Bavaresco, F. P. Gentilini, M. A. Anciuti, N. J. L. Dionello

Resumen


Devido aos avanços em melhoramento genético e nutrição, o frango de corte atual atinge elevados índices de desempenho produtivo em um curto período de produção, resultado de um aumento nas taxas metabólicas das linhagens de crescimento rápido. Entretanto, sua capacidade termorreguladora permanece ineficiente, principalmente sob condições de altas temperaturas (acima de 35°C) e umidade. Por conseqüência, as células respondem ao estresse pela expressão das proteínas de choque térmico ou heat shock proteins (HSPs), as quais funcionam como chaperonas moleculares, protegendo as membranas contra os radicais livres formados em situações de estresse. A exposição dos animais ao estresse no início da vida (pré-embriogenese) permitiria que o gene que regula a síntese de HSP70 seja sensibilizado favorecendo uma rápida expressão e síntese desta proteína em situações de estresse térmico, tornando o animal ter-morresistente a temperaturas elevadas. Além do ambiente (temperatura e umidade) outros fatores como, genética, nutrição e sanidade, também predispõem ao estresse do frango durante sua produção. Porém, se respeitadas as condições ambientais exigidas por estes animais, a exposição ao estresse será reduzida. Como conseqüência final da resposta fisiológica a um estresse térmico, observa-se a depleção das reservas de glicogênio muscular no momento do abate, prejudicando as reações post mortem que con-tribuem para a qualidade de carne. Esta condição tem sido relacionada principalmente a um pH ácido, com redução da capacidade de retenção de água e diminuição da maciez da carne, favorecendo a formação da carne tipo PSE (pálida, mole e exsudativa), recusada pelo consumidor. Por isso os animais termotolerantes são mais resistentes, o que reduz o índice de mortalidade do lote. Desta forma, o presente artigo de revisão propõe-se esclarecer aspectos relacionados aos mecanismos envolvidos na resposta ao estresse térmico por calor em frangos de corte, enfatizando a contribuição das HSPs em tal situação contribuindo para a produção de uma carne de melhor qualidade e adequada aos padrões exigidos pelo mercado consumidor.

Palabras clave


Qualidade de carne. Termorregulação. Termotolerância.

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DOI: https://doi.org/10.21071/az.v60i232.4917

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Editorial

UCOPress. Cordoba University Press (UCOPress Editorial Universidad de Córdoba)

ISSN: 1885-4494